Vida Marvada
A E
Você não sabe como é bom viver
A
Numa casinha branca de sapê
A7 D
Uma mulher para nos fazer carinho
E A
Uma galinha, dois ou três pintinhos...
Refrão:
A E A
Ê, vida marvada, num dianta fazer nada,
A7 D A
Pra que se esforça, si num vale a pena trabalhar...
E
De manhãzinha vou lá pra rocinha,
A
Pra ver se as vezes nasceu qualquer coisinha
A7 D
Mas qual o que, não nasce nada não
E A
Plantando nasce, mas não planto não...
Refrão
E
Chega à tardinha, a gente estende a rede,
A
Pega a viola que está na parede
A7 D
Ascende o pito, cospe e bate o pé
E A
E deixa a vida como Deus quiser...
Refrão
A Toupeira

Lá na feira da cidade, baratinho,
Uma toupeira meu pai comprou...
Mas veio o gato que matou a toupeira,
Que lá na feira meu pai comprou...
Mas veio o cão, que morde o gato,
Que matou a toupeira,
Que lá na feira meu pai comprou...
Lá na feira da cidade, baratinho,
Uma toupeira meu pai comprou...
Mas veio o pau, que bate no cão,
Que morde o gato,
Que matou a toupeira,
Que lá na feira meu pai comprou...
Lá na feira da cidade, baratinho,
Uma toupeira meu pai comprou...
Mas veio o fogo que queima o pau,
Que bate no cão, que morde o gato,
Que matou a toupeira,
Que lá na feira meu pai comprou...
Lá na feira da cidade, baratinho,
Uma toupeira meu pai comprou...
Mas veio a chuva que apaga o fogo,
Que queima o pau, que bate no cão,
Que morde o gato, que matou a toupeira,
Que lá na feira meu pai comprou...
Lá na feira da cidade, baratinho,
Uma toupeira meu pai comprou...
Mas veio a nuvem que trás a chuva,
Que apaga o fogo, que queima o pau,
Que bate no cão, que morde o gato,
Que matou a toupeira,
Que lá na feira meu pai comprou...
Lá na feira da cidade, baratinho,
Uma toupeira meu pai comprou...
Mas vem Nosso Senhor,
Que manda a o vento,
Que trás a nuvem, que trás a chuva,
Que apaga o fogo, que queima o pau,
Que bate no cão, que morde o gato,
Que matou a toupeira,
Que lá na feira meu pai comprou...
Lá na feira da cidade, baratinho,
Uma toupeira meu pai comprou.
Asa Branca
(Luiz Gonzaga - Humberto Teixeira)

Tom: C
C F
Quando oiei a terra ardendo
G C
Qual fogueira de São João
C7 F
Eu perguntei, ai, a Deus do céu, ai
G C 2x
Por quê tamanha judiação...
(A) (D)
Que braseiro, que fornalha
(E) (A)
nem um pé de plantação
(A7) (D)
por farta d'água perdi meu gado
(E) (A) 2x
morreu de sede, meu alazão
C F
Inté mesmo a asa branca
G C
bateu asas do sertão
C7 F
entonce eu disse, adeus Rosinha
G C 2x
guarda contigo meu coração
C F
Hoje longe muitas léguas
G C
numa triste solidão
C7 F
espero a chuva cair de novo
G C 2x
pra mim vortá pro meu sertão
C F
Quando o verde dos teus óio
G C
se espaiá na prantação
C7 F
eu te asseguro, num chore não, viu?
G C 2x
que eu vortarei, viu, meu coração
Lá no Paraguai

A
Lá no Paraguai, lá no Paraguai
D
Não é como aqui, não é como aqui,
E A
Falam castelhano e o guarani.
A E7
A mulher por lá, tratam de cunhá,
A
E se for dengosa é cunhá-porã,
A7 D
Lá moça bonita é muchacha buena
E A
E a cunhá-taí é moça pequena.
A E7
Entrei num hotel, saí jururu
A
Só porque feijão chama jacuru
A7 D
Água de batata lá é café
E A
Chimarrão gelado lá é tereré.
Gererê

D A7
Não quero outra vida pescando no rio de Gererê
D
Tem peixe bom, tem siri patola, de dar com pé...
A7
Quando no terreiro, a noite é de luar... E vem a saudades me atormentar...
D
Eu me vingo dela tocando viola, de papo pro ar.
D A7
Se encontro da feira, feijão, rapadura pra que trabalhar.
D
Eu gosto do rancho e o homem não deve se amofinar...
A7
Quando no terreiro....
Boi Barroso


E B7 E
Meu cavalo malacara tem andar de saracura...
E B7 E
Não tropeça, nem se espanta, viajando em noite escura...
A E B7 E
Meu boi barroso, meu boi pitanga o teu lugar é lá na canga. (2x)
E B7 E
Eu mandei fazer um laço do couro de jacaré...
E B7 E
Pra pegar meu boi barroso num cavalo pangaré...
A E B7 E
Meu boi barroso, meu boi pitanga o teu lugar é lá na canga. (2x)
E B7 E
Hoje é dia de rodeio de churrasco e chimarrão...
E B7 E
Venha ver a gauchada reunida no galpão...
A E B7 E
Meu boi barroso, meu boi pitanga o teu lugar é lá na canga. (2x)
E B7 E
Eu mandei fazer um laço do couro de guaxinim...
E B7 E
Pra pegar na armadilha o anãozinho Miguilim...
A E B7 E
Meu boi barroso, meu boi sujinho, o teu lugar é no laguinho... (2x)
Côco de Mío

A
Onde é que tu foste, côco-de-mío
Onde é que tu foste, côco-de-mio
E A
Onde é que tu foste... ó Martins
Fui ao mercado, côco-de-mío
Fui ao mercado, côco-de-mío
Fui ao mercado... ó Mariana
Fazê o que, côco-de-mío
Fazê o que, côco-de-mío
Fazê o que.... ó Martins
Compra chapéu côco-de-mío
Compra chapéu côco-de-mío
Compra chapéu...... ó Mariana
Quanto é que custo, côco-de-mío
Quanto é que custo, côco-de-mío
Quanto é que custo...... ó Martins
Dez mil réis, côco-de-mío
Dez mil réis, côco-de-mío
Dez mil réis..... ó Mariana
Foi muito caro, côco-de-mío
Foi muito caro, côco-de-mío
Foi muito caro...... ó Martins
Que tens com isso, côco-de-mío
Que tens com isso, côco-de-mío
Que tens com isso.... ó Mariana
Tem muita coisa, côco-de-mío
Tem muita coisa, côco-de-mío
Tem muita coisa..... ó Martins
Fiquei de mal, côco-de-mío
Fiquei de mal, côco-de-mío
Fiquei de mal...... ó Mariana
Faremo as briga, côco-de-mío
Faremo as briga, côco-de-mío
Faremo as briga..... ó Martins
Faremos as pazes, côco-de-mío
Faremos as pazes, côco-de-mío
Faremos as pazes..... outra vez!!!
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O Caçador

A D A
O caçador se levantou
D A
No bosque verde penetrou
A corsa nova ele quis caçar
E A
Alô no bosque verde...
Refrão:
A
Joaquim! Mestre! Estás ai? Sempre!
E
Ráissa! Russa! Dingue, dingue, dom....
A E A
Alô, no bosque verde...
A
Ai a raissá ssá
A
Ai a russa-ssá
E
Ráissa! Russa! Dingue, dingue, dom.....
A E A
Alô no bosque verde.....
A D A
A primeira corça escapou, também a
D A
segunda o enganou,
Fugiu a terceira e se escondeu,
A E A
Alô no bosque verde....
Refrão
A D A D
A quarta corça escapulou, o caçador porém a
A
seguiu,
Aonde está, vá você olhar....
A E D
Alô, no bosque verde....
Refrão
A D A D
Só quando a noite já chegou, a corça nova ele
A
Caçou
A
E para sua casa ele a levou,
A E D
Alô no bosque verde.
Boi Bumbá Sambando
D A7 D
Ele não sabe que seu dia é hoje – 2x
D A7 D
O céu forrado de veludo azul marinho
D7 Em B7 Em
Veio ver de vagarinho onde o boi ia dançar
A7 D
Ele pediu pra não fazer muito ruído
A7 D
Que o santinho distraído foi dormir sem se lembrar.
Refrão
G Gm D
E vem de longe o eco surdo do bumbá sambando
G Gm 2x
A noite inteira encurralado batucando.
D A D
Bumba meu pai do campo ô-ô-ô
A D A D 2x
Bumba meu boi bumba, bumba meu boi bumba
D A7 D
A estrela d’alva lá no céu já vem surgindo D7 Em B7 Em
Acordou quem tá dormindo para ouvir o galo cantar.
A7 D
Na minha rua restam cinzas da fogueira
A7 D
Que levou a noite inteira fagulhando pelo ar.
Refrão
Meu Burrinho

Meia légua de tabatinga
Morro abaixo, morro acima,
Êba, oba nos cambitos
Vai zurrando que só guariba, vai zurrando que só guariba,
Vai zurrando que só guariba.....
Toc, toc, blim, blom, blim, blom – cloq, cloq
Toc, toc, blim, blom, blim, blom
Lá vai meu burrinho, trotando pelo sertão
Toc, toc, blim, blom, blim, blom – cloq, cloq
Toc, toc, blim, blom, blim, blom
Lá vai meu burrinho carregando algodão...
Segue o rastro da madrinha
Pra feira do povoado...
Caçoado e leva milho,
Em jaca de cipó trançado, em jaca de cipó trançado,
Em jaca de cipó trançado....
Toc, toc, blim, blom, blim, blom – cloq, cloq
Toc, toc, blim, blom, blim, blom
Lá vai meu burrinho, trotando pelo sertão
Toc, toc, blim, blom, blim, blom – cloq, cloq
Toc, toc, blim, blom, blim, blom
Lá vai meu burrinho carregando algodão...
Anta Tabocal

Dm Am Dm
Anta, tabocal, tatu, caraguatá,
Am Dm
Formigueiro, tamanduá, capivara, pantanal.
C Dm
A anta vence a corrida
F Am
O cervo em segundo está
C Dm
O javali irá em terceiro
F Am
O veado-campeiro em quarto lugar.
C Dm F Am
Oô-o, o dono da caça, o dono do tempo...
C Dm F Am
Oô-o, o dono da caça, o dono do tempo...
C Dm
Mas, se a caça é abundante
F Am
E Os homens se pintam como os waptês
C Dm
Penduram no braço, pescoço
F Am
Pedaços de carnes com cordas de buriti,
C Dm F Am
Oô-o, o dono da caça, o dono do tempo...
C Dm F Am
Oô-o, o dono da caça, o dono do tempo...
Engenho novo


E A
Engenho novo, engenho novo,
E A 2x
Engenho novo bota a roda pra rodar.
E A
Eu dei um pulo, dei dois pulos, dei três pulos,
E A
Dessa vez pulei o muro, quase morro de pular.
Engenho novo...
E A
Capim de planta, xique-xique, mela-mela,
E A
Eu passei pela capela, vi três padres no altar...
Engenho novo...
E A
Eu quero ser do norte de Santa Luzia,
E A
Por parte cavalaria, foguete parapapá...
D A
Couro de luxo meu nego sola a vaqueta
E A
Bota a pipa na carreta deixa a nega rebola...
Engenho novo...
E A
Soldado preto que toca calarineta,
E A
Quero ver toca trombeta na frente do Generá...
Engenho novo...
E Olha o Côco

A
Esta nega é um côco, esta nega é um birubiru
E A
Está nega é um côco, está nega é um biruá
E A
E olha o côco, pereruê
E A
E olha o côco, peneruá
E A
E olha o côco, pereruê, sacode o côco
E A
E olha o côco, peneruá
A
Moça bonita que não gosta do marido
E
Mete o pé no meio do vidro
A
Pro marido sossegá.
ref.
A
A nega bate no pilhão o dia inteiro
E
Pra sinhá e pro padeiro
A
Ter farinha de fubá.
ref.
A
O trem de ferro quando sai de Pernambuco
E
Vai fazendo “chuco-chuco”
A
Ta com pressa de chegar
ref.
A
Rebola pai, rebola mãe, rebola filho
E
Q’eu também sou da família
A
Também quero rebolar.
Minha Jangada

Dm Gm
Minha jangada vai sair pro mar,
Dm A7
Vou trabalhar, meu bem querer.
Dm F D7
Se Deus quiser quando eu voltar do mar,
Gm C7 A7
Um peixe bom, eu vou trazer.
Dm Gm
Meus companheiros também vão voltar,
Dm A7 Dm
E a Deus do céu vamos agradecer.
A7
Adeus, adeus,
Gm Dm
Pescador não se esqueça de mim
A7
Vou rezar pra ter bom tempo, meu nego
Dm
Pra não ter tempo ruim.
A7
Vou fazer sua caminha macia
Dm
Perfumada de alecrim.
Certa Vez de Montaria

Am E
Certa vez de Montaria
Am
Eu descia o Paraná
E
E o caboclo que remava
Am
Não parava de falar
E Am
Aia, não parava de falar,
E Am
Aia, que caboclo falador.
Am E
Me contou do lobisomem
Am
Da mãe-D’Água e do Tajá
E
Disse do jurutai
Am
que se ri para o luar
E Am
aia que se ri para o luar
E Am
aia, que caboclo contador
Am E
Que mangava de visagem
Am
Que matou surucucu
E
E jurou por pavolagem
Am
Que pegou uirapuru
E Am
Aia, que pegou uirapuru
E Am
Aia, que caboclo tentador
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